Novos estudos são autorizados para o combate à Covid-19

Em busca de alternativas clínicas para casos graves causados pelo novo coronavírus, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, por meio de portaria no Diário Oficial da União, a autorização para testes em novos medicamentos. Os estudos serão focados na associação do remdesivir com tocilizumabe e ruxolitinibe.

O primeiro estudo do remdesivir com tocilizumabe será realizado com 105 pacientes que estejam em quadro grave ocasionado pela Covid-19. Neste caso em específico, apenas hospitalizados com diagnóstico de pneumonia grave serão testados pela empresa PPD Pesquisa Clínica.

Atualmente, o remdesivir tem sido bastante utilizado no tratamento de pacientes infectados com o coronavírus por trazer, segundo estudo realizado pelo National Institutes of Health, quedas nas internações em 31% para pacientes moderados. Agora, o objetivo é mostrar a eficácia em quadros mais graves da doença.

O estudo do remdesivir com uso do tocilizumabe distribuirá os pacientes de forma aleatória, em que um grupo receberá a combinação dos medicamentos e outro remdesivir com placebo (um fármaco inerte). Além disso, aplicador e examinado não terão conhecimento de quem recebeu qual tipo de medicação, o chamado duplo-cego.

Já o segundo estudo pretende demonstrar eficácia do medicamento experimental ruxolitinibe em pacientes com “tempestade de coticinas” em virtude da infecção causada pela Covid-19. A situação acima descrita ocorre quando um organismo gera uma quantidade exagerada de defesas contra a doença, o que agrava o quadro do paciente. A pesquisa será conduzida pela Novartis Biociências S.A, com 60 pacientes de modo randomizado e duplo-cego.

Crédito da foto: EBC /Agência Brasil

 

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