A Fitoterapia como Prática Integrativa Complementar

A Fitoterapia é uma “terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal”. Seu uso é uma forma de tratamento de origens muito antigas, relacionada aos primórdios da medicina e fundamentada no acúmulo de informações por sucessivas gerações.

A fitoterapia é uma terapia integrativa que vem crescendo notadamente neste começo do século XXI, voltada para a promoção, proteção e recuperação da saúde, tendo sido institucionalizada no SUS por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC) e da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF).

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares tem como objetivos:

  1. Incorporar e implementar as Práticas Integrativas e Complementares no SUS, na perspectiva da prevenção de agravos e da promoção e recuperação da saúde, com ênfase na atenção básica, voltada ao cuidado continuado, humanizado e integral em saúde.
  2. Contribuir ao aumento da resolubilidade do Sistema e ampliação do acesso à PNPIC, garantindo qualidade, eficácia, eficiência e segurança no uso.
  3. Promover a racionalização das ações de saúde, estimulando alternativas inovadoras e socialmente contributivas ao desenvolvimento sustentável de comunidades.
  4. Estimular as ações referentes ao controle/participação social, promovendo o envolvimento responsável e continuado dos usuários, gestores e trabalhadores nas diferentes instâncias de efetivação das políticas de saúde.

Aplicações da Fitoterapia

Ao longo dos anos,  a fitoterapia tem seu uso provado por ser capaz de auxiliar no combate a doenças infecciosas, disfunções metabólicas, doenças alérgicas e traumas diversos. Conheça algumas das situações em que essa classe de medicamentos tem se mostrado eficaz e com efeitos satisfatórios.

Depressão e ansiedade

Ativos presentes em espécies vegetais como valeriana, passiflora e erva-de-são-joão têm mostrado ótimos resultados. Mas é importante que esses fitoterápicos provenham de laboratórios que tenham selo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que sejam usados com supervisão médica, inclusive para evitar o risco de interação com outros medicamentos.

Emagrecimento

Temos grupos específicos de fitoterápicos para cada ação que se deseja ter. Os mais usados são os lipolíticos, que trazem ativos capazes de quebrar as moléculas de gordura presentes no corpo. Nessa categoria, pode-se citar a erva-mate; e a casca da laranja amarga, por exemplo.

Estresse e insônia

Logo que são detectados os sintomas, especialmente em pacientes que têm resistência ao uso de medicamentos sintéticos, os fitoterápicos, como valeriana e passiflora, podem trazer ótimos resultados, reduzindo a irritabilidade, e auxiliando nos quadros de insônia leve.

Menopausa

Os fitoterápicos podem ser usados com segurança para reduzir os sintomas do climatério. Eles auxiliam no controle dos principais desconfortos, como fogachos, ansiedade, insônia e até na atrofia vagina. São exemplos: Glycine Max, Trifolium pratense e a Cimicífuga Racemosa, entre outros.

Existem diversas condições de saúde em que a fitoterapia podeser aplicada. Entretantoé necessário que seja feito um acompanhamento por um profissional de saúde devidamente habilitado.

Definições Importantes

A definição de medicamento fitoterápico é diferente de fitoterapia. Os medicamentos fitoterápicos são preparações elaboradas por técnicas de farmácia em que são utilizados os extratos das plantas, sendo produtos industrializados. Já a Fitoterapia é uma ciência e engloba, além das preparações fitiofarmacológicas e dos medicamentos fitoterápicos, o uso popular das plantas em si.

Chá medicinal: droga vegetal com fins medicinais a ser preparada por meio de infusão, decocção ou maceração em água pelo consumidor (RDC nº 26/2014);

Derivado vegetal: produto da extração da planta medicinal fresca ou da droga vegetal,que contenha as substâncias responsáveis pela ação terapêutica, podendo ocorrer na forma de extrato, óleo fixo e volátil, cera, exsudato e outros (RDC nº 26/2014);

Droga vegetal: planta medicinal ou suas partes, que contenham as substâncias ou classes de substâncias, responsáveis pela ação terapêutica, após processos de coleta, estabilização, quando aplicável, e secagem, podendo estar na forma íntegra, rasurada, triturada ou pulverizada (RDC nº 26/2014);

Planta medicinal: espécie vegetal, cultivada ou não, utilizada com propósitos terapêuticos (RDC nº 13/2013; RDC nº 18/2013; RDC nº 26/2014; RDC nº 69/2014);

Produto tradicional fitoterápico (PTF): aquele obtido com emprego exclusivo de matérias-primas ativas vegetais, cuja segurança seja baseada por meio da tradicionalidade de uso e que seja caracterizado pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade (RDC nº 13/2013).


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