A atuação do farmacêutico na aplicação de vacinas raras

Já não é mais novidade que o farmacêutico é plenamente capaz de executar os serviços de vacinação em farmácias e consultórios farmacêuticos. O trabalho está de acordo com a nova fase da profissão, que está cada vez mais atuante no acompanhamento da saúde do paciente.

As resoluções como a  RDC da Anvisa nº 197 de 26 de Dezembro de 2017  e a Resolução n° 654 de 22 de Fevereiro de 2018 estabelecem requisitos para a atuação do farmacêutico na vacinação. A norma exige a realização de cursos devidamente credenciados na área, local físico adequado, investimento na manutenção do serviço, pessoal capacitado e em número adequado, além de todos os licenciamentos obrigatórios. A regra vale para a aplicação de diversos medicamentos, incluindo vacinas para doenças raras.

A professora do IBRAS, farmacêutica e proprietária da Vacynare – Clínica de Imunização Humana, Karina Chiuratto, também trabalha na aplicação de vacinas para uma doença muito rara: a febre tifóide. Apesar de casos da doença não serem frequentes no Brasil – levando a subestimação da doença e diminuição da sua procura na rede privada – as estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicadas em 2014, contabilizaram 21 milhões de casos e 222 mil mortes no mundo decorrentes da doença, que está associada a baixos níveis socioeconômicos, principalmente em áreas com precárias condições de saneamento, higiene pessoal e ambiental.

A transmissão da febre tifóide é de difícil controle e pode ocorrer pela forma direta (contato com as mãos do doente ou portador) ou indireta (pela ingestão de água, de alimentos contaminados com fezes humanas ou com urina contendo a Salmonella enterica sorotipo Typhi). Diante do crescimento de casos, a atuação do farmacêutico na aplicação de vacinas se faz fundamental.

Karina destaca a necessidade do farmacêutico conhecer todas as técnicas de atendimento, caso o paciente o procure para o procedimento de aplicação de madicamentos raros. “Ao se deparar com um paciente interessado em realizar esta vacina, o farmacêutico deve realizar uma triagem e orientá-lo, em um ambiente que garanta conforto e privacidade, sobre o momento certo para a aplicação. O recomendado é aplicar 2 semanas antes de viajar para o local de risco,  descrever a composição, características, contraindicações, interação medicamentosas e os efeitos adverso da vacina”, explica.

Devido à baixa incidência da doença no Brasil, a vacina para febre tifoide não faz parte do calendário do Programa Nacional de Imunizações – PNI e esta disponível apenas no serviço privado, com indicação especialmente para pessoas que viajam para áreas com risco de contrair febre tifóide, migrantes, pessoas da área de saúde e militares.

O farmacêutico interessado em realizar o procedimento deve ser habilitado para o serviço de vacinação por meio de um curso de capacitação reconhecido pelo CFF, possuir procedimentos sobre armazenamento, aplicação, características dessa vacina e qualificar seu fornecedor. O IBRAS oferece todo o aparato teórico e prático necessários para o trabalho. Devidamente reconhecido pelo CFF, de acordo com as normativas da Resolução nº 654/18, possui carga-horária de 60 horas, sendo 40 horas de conteúdo teórico em aprendizado digital e 20 horas teórico/prático presencial.

O curso está com matrículas abertas para várias cidades do Brasil e as inscrições podem ser feitas de maneira online, através do link: http://bit.ly/vacinaçãoibras

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